|Resenha| Se Eu Ficar

Mês passado eu estava nas Livrarias Curitiba e descobri que eu tinha 250 pontos pra trocar até o final de dezembro ou eles iriam expirar. A opção que me chamou mais a atenção foi Se Eu Ficar, da Gayle Forman. Eu sabia que já existia um filme, mas tenho que admitir que nunca ouvi falar muito do livro nem do que as pessoas acharam. Então, eu pegue esse pra ver o que eu ia achar (já que era bem pequeno, não ia dar muito trabalho).

E depois de tudo isso, eu só fiquei mais chocada de ninguém comentar muito! Eu achei esse livro simplesmente sensacional. Foi uma leitura rápida de um dia com um pouquinho de tudo: romance, família, amizade, música e morte. Sim, morte.

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Se Eu Ficar conta a história de Mia, uma violoncelista de 17 anos que não se encaixa muito bem na escola e passa a maior parte do seu tempo com a família, o namorado, Adam, a melhor amiga, Kim, ou ouvindo Mozart e Beethoven. A princípio, o maior (e único) problema da vida de Mia, além de tentar entrar em Julliard, é conseguir lidar com a contradição de só gostar de ouvir música clássica enquanto todos ao seu redor, principalmente os pais e o namorado, são fanáticos por rock.

Porém, tudo isso muda já no começo do livro quando, em uma tarde de inverno e muita neve, Mia e sua família sofrem um acidente de carro. Já de imediato, Mia vê que sua mãe e seu pai estão mortos no chão da estrada. É só ao olhar para o seu corpo deitado e ensanguentado um pouco mais para frente que Mia percebe que ela também sofreu do acidente e passa a observar a cena toda de fora.

A ambulância leva Mia para o hospital mais próximo e ela entra em estado de coma. O livro todo gira em torno da decisão de Mia de lutar contra a situação e ficar ou de desistir de tentar, visto que sabe que vai acordar órfã, e partir.

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O livro é todo contado pelo ponto de vista de Mia enquanto ela relembra sua vida e observa tudo o que acontece no hospital e como seus avós, namorado e amiga reagem ao acidente.

É aquela velha história que a gente sempre ouve sobre como quando alguém está em coma, depende muito da própria pessoa para se recuperar. Ou seja, ela tem é que lutar e querer ficar para que tudo dê certo. A perspectiva de ter uma menina nesse estado narrando o livro foi o que tornou o livro tão interessante.

Um dos pontos fortes do livro é definitivamente o senso familiar. Mia era extremamente próxima dos pais e praticamente criou o irmão mais novo nesses 17 anos. Ela então começa a pensar se vale mesmo a pena ela fazer todo o esforço para voltar a viver se não vai mais ter a mesma vida e o que seus pais diriam sobre sua decisão.

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Outro pedaço que me marcou muito também foi em que, em certo ponto, um de seus conhecidos tem uma fala muito marcante para a Mia em coma: que ela não tem a obrigação de ficar, é uma decisão dela e ele entende o quão difícil deve ser. Ele é a primeira pessoa que liberta a Mia para tomar a decisão por ela mesma ao invés de ela lutar fortemente por algo que ela nem sabe se quer.

“It’s okay,’ he tells me. ‘If you want to go. Everyone wants you to stay. I want you to stay more than I’ve ever wanted anything in my life.’ His voice cracks with emotion. He stops, clears his throat, takes a breath, and continues. ‘But that’s what I want and I could see why it might not be what you want. So I just wanted to tell you that I understand if you go. It’s okay if you have to leave us. It’s okay if you want to stop fighting.”

“Está tudo bem,’ ele me diz. ‘Se você quiser ir. Todo mundo quer que você fique. Eu quero que você fique mais do que eu já quis qualquer coisa na minha vida.’ A voz dele quebra pela emoção. Ele para, limpa a garganta, respira, e continua. ‘Mas isso é o que eu quero e eu posso ver por que possa não ser o que você quer. Então eu só queria te dizer que eu entendo se você quiser ir. Está tudo bem se você quiser nos deixar. Está tudo bem se você quiser parar de lutar.”

Óbvio que depois de tudo isso, eu sentei e assisti ao filme, haha.

E tenho que admitir que não foi o que eu esperava (por um lado positivo). Eu geralmente tendo a esperar uma adaptação ruim, um hábito que adquiri depois de ver tantos livros meus serem massacrados nos cinemas.

Mas Se Eu Ficar teve uma adaptação muito boa e muito fiel ao livro! Além de terem mudado pouquíssimas partes, teve o toque final da trilha sonora que merece um prêmio por ter unido tão bem a música clássica da Mia com todo o rock alternativinho da sua família e do namorado.

Para quem ainda não sabe sobre o filme ou ficou curioso, fica aqui o trailer legendado:
(PONTOS EXTRAS pra esse trailer lindo maravilhoso por ter o melhor uso da música Say Something <3 )

Se Eu Ficar
Autora: Gayle Forman
Páginas: 224
Editora: Novo Conceito

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