|Resenha| O Mundo Depois

O Mundo Depois – Fim dos Dias #2
Autora: Susan Ee
Páginas: 308
Editora: Verus

Nesta sequência de A queda dos anjos, os sobreviventes do apocalipse começam a juntar o que restou do mundo moderno. Quando um grupo captura Paige, a irmã de Penryn, achando que ela é um monstro, a situação termina em massacre. Paige desaparece. Os humanos estão aterrorizados. E a mãe das meninas, devastada. Penryn dirige por San Francisco à procura da irmã. Por que as ruas estão tão vazias? Onde estão as pessoas? Sua busca a leva ao coração do plano secreto dos anjos, onde ela observa sua movimentação e descobre até que ponto essas criaturas maléficas são capazes de ir para conquistar seus objetivos. Enquanto isso, Raffe está em busca de suas asas. Sem elas, ele não pode se juntar novamente aos anjos, muito menos retomar seu lugar de líder. Porém ele está prestes a se deparar com o maior dilema que já enfrentou: recuperar suas asas ou ajudar Penryn a sobreviver?

Alguém me salva desse vício que se chama Susan Ee e de como eu não consigo parar de ler essa série e nem largar os livros toda vez que eles chegam aqui em casa!

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Eu sabia que esse dia não ia demorar a chegar, mas tudo bem. Eu li o segundo livro da trilogia Penryn e o Fim dos Dias, da Susan Ee – o primeiro já tem resenha aqui. E vamos já começar falando que terminei esse livro e já encomendei o terceiro na amazon de puro desespero para finalmente poder descobrir o final dessa trilogia linda. <3

Eu raramente sou fã de segundos livros de séries porque acho que eles geralmente são onde as autoras perdem um pouco da história e do ânimo do leitor em continuar. Porém, Susan Ee fez um trabalho fantástico nessa continuação que fez o segundo volume se manter à altura do primeiro e trazer para o leitor exatamente o que ele esperava e mais um pouco.

Neste livro então, acompanhamos Penryn depois de ela ter finalmente encontrado a irmã, Paige e a mãe. Mesmo fragilizada com toda a situação, agora ela precisa ser mais forte do que nunca e resolver todos os problemas que aconteceram com Paige enquanto ela ficou presa na toca dos anjos. Tudo isso sem Raffe dessa vez, já que ele ficou para trás para tentar recuperar suas asas e seu status dentro de sua comunidade.

É incrível como muitas vezes nós temos de ir contra nosso instinto de sobrevivência para sobreviver.

Apesar de nós só vermos Raffe no terço final do livro, eu tenho que dizer que fiquei surpresa em não sentir tanto sua falta assim. Acho que a escrita da autora é tão fluida e Penryn é uma personagem tão interessante que consegue levar a história sozinha. Não que eu não queira que eles fiquem juntos, longe disso, mas eu senti que a autora conseguiu reinserir nosso anjo caído no momento certo da narrativa, sem ter que apressar nada.

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Eu tive um pouco de medo de ele demorar muito a aparecer e o livro ficar meio maçante, assim como o segundo da saga Crepúsculo, mas admito que passou bem longe disso. A ação toda do livro te impede de se preocupar muito com Raffe, já que Penryn passa por cada aperto que mal tem tempo de pensar em outras coisas a não ser no momento em que está inserida.

Além disso, um fator que eu tenho que admitir que gosto muito nessa série toda é o humor. Ele é sutil e muito bem colocado em algumas falas e pensamentos da Penryn, eu tendo a rir bastante nesse livro, coisa que raramente acontece. Neste livro, por exemplo, achei muito bem colocada a relação de Penryn com a espada de Raffe, que supostamente merece muito respeito e atenção.

“Você está nomeando seu item de colecionador, espada fodona que é feita para mutilar e matar, especificamente projetada para trazer os seus giganormes inimigos de joelhos e ouvir a lamentação das mulheres deles de ‘Pooky Bear?'”
“Sim, você gosta?”

Mais uma vez a mãe das meninas se torna uma personagem marcante na narrativa, na minha opinião. Fico espantada no quanto ela é completamente esquizofrenica e parece viver em outra realidade e ainda assim tem a consciência e sanidade para sempre estar alerta quando o assunto é cuidar das suas filhas. O amor da mãe tanto por Paige quanto por Penryn é uma das partes mais lindas de ler. E as loucuras dela com os ovos, transmissores e assassinatos são as partes mais divertidas.

Por fim, não posso terminar isso aqui sem falar do meu muso, o Raffe. Gente, ele continua me surpreendendo com a astúcia e os diálogos dele com a Penryn são o que me faz continuar lendo com toda essa sede a série toda. Acho que os dois são um casal incrível e que não deixam o livro meloso. Ao mesmo tempo que temos uma dose de romance, ela é tão bem colocada que não se torna o foco da narrativa e ainda assim se destaca por ser muito bem construída.

Eu olho para cima para dizer algo, mas ele coloca seus dedos em meus lábios e sussurra: “Não fale, você só vai estragar minha fantasia de salvar uma donzela inocente em apuros assim que abrir sua boca.”

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Isso tudo em livros que tem capas MA-RA-VI-LHO-SAS. Eu acho essas capas lindas e elas ainda tem o ponto extra de representar bem o livro pra quem já conhece a história. Espero que o segundo livro chegue logo aqui no Brasil para que todos possam ler e mal consigo me aguentar de ansiedade para começar a ler o terceiro. <3

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