|Resenha| Harry Potter e a Pedra Filosofal

Vamos começar com uma declaração: eu nunca li Harry Potter. (Pronto, podem julgar)

Pra quem ainda não sabe, eu tive uma birra com Harry Potter quando era criança e acabei nunca lendo. Mas eu finalmente tomei vergonha na cara e decidi que uma das minhas metas desse ano ia ser ler a série toda. Então, eu vou fazer uma série de resenhas aqui e no meu canal no youtube sobre cada livro que eu for lendo.

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Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro livro e conta a história de um menino que perdeu os pais quando bebê e agora mora com os tios e o primo, os Dursley. Harry não é bem aceito pela família e tem um quartinho debaixo das escadas onde ele geralmente fica de castigo por fazer coisas que ele não consegue explicar.

É no seu aniversário de 11 anos que cartas começam a chegar endereçadas a Harry, que acha tudo muito curioso porque não tem amigos e não consegue imaginar quem lhe mandaria algo pelo correio. O Sr. Dursley, porém, fica muito irritado com a situação inteira e não deixa que Harry chegue nem perto das tais cartas. Depois de muita loucura da parte do tio, a família inteira viaja para uma ilha isolada no intuito de parar as cartas que parecem os perseguir.

É durante a noite nessa ilha que Hagrid, um homem imenso com barba e cabelos grandes, aparece para dizer para Harry que ele é, na verdade, um bruxo, assim como seus pais, e tem direito a participar da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Harry então é mandado para essa escola e lá ele vai conhecer seus primeiros amigos e também inimigos mortais.

É preciso ter coragem para enfrentar os inimigos, e ainda mais para enfrentar os amigos

Acho que todo mundo aqui, mesmo que não tenha lido Harry Potter, sabe do que a história se trata. Então, vamos partir para as minhas impressões do livro!

Eu tenho que dizer que a experiência de ler aos 23 anos não foi a mesma do que ler aos 11, 12 anos. Quando eu era mais nova, eu realmente não gostei, mas lendo agora, me pareceu uma leitura tão fácil e rápida que até me surpreendeu. Além disso, agora  eu consigo apreciar melhor toda a construção de mundo da J. K. Rowling, que muita gente comenta, mas eu finalmente pude entender do que se trata.

Além de criar palavras e termos novos para o mundo dos bruxos, a autora também conseguiu desenvolver conceitos impossíveis e que dão um tom especial para a magia que é feita nesse mundo. Toda a descrição da escola, com as escadas que se mexem, quadros que pedem as senhas para os alunos e o fato de eles todos estudarem em uma escola interna realmente remete bastante à Inglaterra em si.

Todo o cenário descrito do chapéu seletor separando os alunos em casas e eles competindo durante o livro inteiro para ver quem ganhou também me lembrou bastante o sistema das escolas dentro da Universidade de Oxford. Na verdade, a história inteira me remetia à Oxford, tanto o sistema das escolas, quanto as descrições dos quartos e das torres e até do ambiente. Na verdade, quando eu visitei Oxford, descobri que o salão principal do filme do Harry Potter foi inspirado no salão da Universidade em si.

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Achei também incrível o fato de ela ter criado até um jogo, o quadribol, assim como todas as suas regras apenas para o livro. Também gostei muito quando vi que a lista de material que o Harry precisaria levar para a escola também contava com partes inventadas que enriquecem cada vez mais este mundo. A lista de livros, com os nomes completos e até autores realmente me surpreendeu e dão um toque a mais de até certo capricho para a narrativa.

Infelizmente eu já tinha visto alguns dos filmes e me lembrava muito bem do primeiro e do segundo, de forma que esse primeiro livro se tornou um pouco previsível. Além disso, eu já tinha uma imagem formada na minha cabeça sobre como os personagens deveriam ser. Apesar disso, eu evitei ao máximo me prender aos filmes e tenho que dizer que achei o personagem do Harry muito mais interessante no próprio livro do que nas versões cinematográficas.

Ela deve pensar que você não esquece o seu nome. Mas nós não somos burros, sabemos que nos chamamos Jred e Forge.

Pra ser bem sincera, eu gostei muito mais de todos os personagens no livro do que nos filmes. Eu finalmente consegui criar um carisma imenso pelos gêmeos e pelo Ron também, que antes eu só via como personagens ok. O livro realmente mostra outro lado das coisas e faz com que o leitor se importe de verdade com tais personagens. Achei o Ron um personagem muito mais astuto no livro do que nos filmes e finalmente vi um pouco mais de ‘menininha’ na Hermione. Gostei muito também da dinâmica dos três amigos, me parece bem real como foi desenvolvida.

Harry: “Então acenda um fogo!”
Hermione: “É… é claro… mas não tem madeira…”
Rony: “VOCÊ ENLOUQUECEU? VOCÊ É UMA BRUXA OU NÃO É?”

Por fim, tenho uma única crítica a ser feita. Na verdade, acho que essa é uma crítica bem importante e fiquei até chocada de isso ter acontecido no livro. Acho que é de senso comum – até para mim, que nunca tinha lido os livros – que, para pegar o trem para Hogwarts, é preciso ir para a plataforma 9 três quartos da estação de King’s Cross, em Londres. Inclusive, é neste mesmo lugar que fica o carrinho na própria estação para quem quiser tirar fotos.

Mas no livro, a tradução diz “9 e meio“. Quando li, tive que reler várias vezes para ter certeza de que era isso mesmo que estava escrito. Depois, parei e comecei a pensar que eu estava ficando louca lembrando do outro número, mas fui conferir na internet, nos livros em inglês e mesmo nos filmes e sim, é plataforma 9 três quartos. Então minha crítica fica aqui à tradução, ainda mais de uma coisa tão comentada e famosa como essa, que deveria ser corrigida nas próximas edições – vale lembrar que a minha edição nem é a primeira.

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De forma geral, gostei bastante do livro e até me deu vontade de ler o segundo logo. Para quem se interessar, eu estou fazendo um projeto de resenhas em vídeo também com uma amiga minha, comparando como é ler Harry Potter com 11 anos e como é ler agora, com 23. Pra quem ficou curioso ou se interessou, fica aqui o vídeo do anúncio da leitura! 🙂

Harry Potter e a Pedra Filosofal
Autora: J. K. Rowling
Páginas: 223
Editora: Rocco

2 thoughts on “|Resenha| Harry Potter e a Pedra Filosofal

  1. Bruna, sua resenha está ótima. Como uma fã inveterada de Harry Potter, gostei muito das citações que você escolheu! e fico feliz em saber que você está gostando dos livros.
    Sobre a tradução que diz 9 e meio, os livros da editora Rocco tem a tradução perfeita, com 9 três quartos, assim como os originais em inglês. Uma pena essa edição bem bonita ter esse erro grotesco. =/

    1. Poxa, obrigada!
      Muito bom saber que fãs de verdade de Harry Potter gostaram da minha resenha! 🙂
      Também achei uma pena esse erro da tradução, mas a minha edição também é da Editora Rocco, o que me deixou mais triste ainda 🙁
      Mas tudo bem, espero que corrijam para as próximas vezes 🙂
      Beijos!

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